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segunda-feira, 13 de abril de 2009

DSI CROQUETTES (ícones)


Histórico
Grupo carioca que cria Gente Computada Igual a Você, 1972, espetáculo irreverente e perturbador, alinhado à contracultura, à criação coletiva e ao teatro vivencial. Originado de um show de boate, posteriormente transferido para São Paulo na casa noturna TonTon, sua marca prende-se à equipe: um grupo de homossexuais masculinos que assume a opção e dela faz uma bandeira de afirmação de direitos. Na equipe criadora do espetáculo constam os nomes do coreógrafo Lennie Dale, do autor Wagner Ribeiro de Souza, e dos bailarinos Cláudio Gaya, Cláudio Tovar, Ciro Barcelos, Reginaldo de Poli, Bayard Tonelli, Rogério de Poli, Paulo Bacellar, Benedictus Lacerda, Carlinhos Machado e Eloy Simões.
Estruturado como um grande show musical, a realização conhece o sucesso em São Paulo, no Teatro Treze de Maio, em 1972. Gente Computada apresenta números cantados, dublados e dançados, entremeados por monólogos que equacionam as experiências de vida dos integrantes. Tais textos de interligação, de autoria de Wagner Ribeiro, primam pela ironia, duplo sentido e tom farsesco. A montagem recicla práticas da antiga revista musical, do show de cabaré e da tradição norte-americana do entertainement. As coreografias de Tinindo Trincando, música dos Novos Baianos, e Assim Falou Zaratustra, em versão dance e technopop, constituem momentos altos da realização. Figurinos ousados, maquiagem pesada e o contraste dos corpos masculinos em trajes femininos imprimem ao espetáculo tons de grotesco, de deboche e espírito ferino. Um árduo trabalho de interpretação e de dança é empreendido pelo bailarino Lennie Dale, para transformar o que era um ajuntamento de indivíduos numa trupe artística, elogiada pela crítica.
Em Paris, os Dzi Croquettes conhecem a consagração internacional. Em 1973 e 1974, fazem longas temporadas no Le Palace e, entre outras atividades, participam do filme Le Chat et la Souris, de Claude Lelouch. Uma parte da equipe cria um novo espetáculo, Romance, de Cláudio Tovar e Wagner Mello, 1976, que não alcança a mesma projeção do anterior. Posteriormente um elenco feminino vem agregar-se ao núcleo fundador, mas esta alternativa não amplia as propostas iniciais e, pouco tempo depois, o grupo se dissipa.
Inspirado no conjunto norte-americano The Coquettes e no movimento gay atuante na off-Broadway, a equipe soube equacionar conteúdos brasileiros para falar de nossa realidade, desde a repressão sexual até a censura e a ditadura. O grupo está na origem de uma corrente que veio a se desenvolver posteriormente, vinculada ao travestismo, ao deboche, à exploração do virtuosismo dos membros da equipe, à caricatura, à farsa e à comédia de costumes. Influencia a criação do grupo Vivencial, do Recife, e diversos grupos gays da Bahia, nos anos 80 e 90.


Atualizado em 16/10/2007


Fonte: enciclopédia Itaú Cultural
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=cias_biografia&cd_verbete=490


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

“Eu só queria morrer de muito amor…” Maysa

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FALAR SOBRE O FIM DE UM RELACIONAMENTO...

PARA MUITOS HOMOSSEXUAIS SERIA ASSUNTO PARA INFINITAS LAUDAS DE DESCRIÇÕES DE MOMENTOS FELIZES EM CONTRAPONTO COM DRAMÁTICOS EPISÓDIOS DE BAIXA AUTO-ESTIMA.

PARA QUEM APRENDEU A VIVER E SENTIR SOZINHO OS SEUS PROBLEMAS, EU PREFIRO RETRATAR ESTE MOMENTO COM ARTE.

NADA MELHOR DO QUE MOSTRAR MAYSA EM VÍDEO NO YOU TUBE E UMA POESIA DE MANUEL BANDEIRA CRIDA PARA HOMENAGEAR A CANTORA DOS SENTIMENTOS EXAGERADOS COMO OS DE CAZUZA E DAS ATITUDES REPENTINAS COMO A DE ANGELA RORRO.
Vida Cotidiana de Maysa

 


Maysa recebe homenagem póstuma de Dina Sfat no Fantástico (1978)




Gal e Maysa

“Ninguém pode calar dentro em mim essa chama que não vai passar, é mais forte que eu e não quero dela me afastar.
Eu não posso explicar como foi e nem quando ela veio mas só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo que creio. E se alguém não quiser entender e falar, pois que fale eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabe e se a alguém interessa saber sou bem feliz assim muito mais do que quem já falou ou vai falar de mim”

“Os olhos de Maysa são dois não sei que dois não sei como diga dois oceanos não pacíficos.
Maysa são dois olhos e uma boca”.

(Manuel Bandeira)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009