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domingo, 1 de março de 2009

CIÚME é DOENÇA ?



Quem não se lembra das loucuras da personagem Heloísa, vivida por Giulia Gam na novela Mulheres Apaixonadas? Na vida real, milhares de mulheres e homens perdem a razão devido ao chamado ciúme patológico. Sem tratamento com psicólogo, casos assim podem levar à depressão e até a tragédias como assassinatos.



O Dia Online Agência O Dia André Bernado



Há quem garanta que, na medida certa, ajuda a ‘apimentar’ a relação. Segundo alguns casais, o ciúme estimularia os amantes a analisar o relacionamento, rever conceitos e valorizar mais o parceiro. Os especialistas discordam. Para eles, o melhor tempero é o zelo, sentimento altruísta de quem se dedica à pessoa amada. Não é à toa que as duas palavras, zelo e ciúme, derivam do mesmo radical latino: ‘zelumen’.

Segundo o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, ciúme é tudo, menos “prova de amor”, como supõem alguns ciumentos. Para o autor de “Ciúme — O Medo da Perda” e “Ciúme — O Lado Amargo do Amor”, o sentimento está mais associado a posse e propriedade do que ao amor propriamente dito. Em altas doses, causa aperto no coração, boca seca e falta de apetite.


“Sentir ciúme é como sentir dor. Ninguém gosta, mas é sinal de que algo está errado. O ciúme tende a causar dor tanto em quem sente quanto em quem é alvo dele. Alguns gostam de repetir que ‘fulano é a minha vida’ ou que ‘não conseguiria viver sem beltrano’. Poeticamente, é lindo. Mas, psicologicamente falando, pode ser perigoso”, alerta.


O grau mais perigoso do ciúme, ressalva o psicólogo Thiago de Almeida, é quando ele se torna patológico. Na literatura médica, o ciúme doentio é descrito como ‘Síndrome de Otelo’, em alusão à peça “Otelo, o Mouro de Veneza”, de William Shakespeare. Nela, o protagonista chega a matar a doce e fiel Desdêmona, sua esposa, certo de que ela o traía com um de seus asseclas.
“O ciúme pode ser percebido desde um simples gesto de mão no ombro até casos de violência física. Os casais devem estar atentos à freqüência e à intensidade das crises. Há casos em que o parceiro começa a cercear, monitorar e hostilizar o outro por causa de um rival imaginário”, afirma Thiago, acrescentando que o tratamento varia de psicoterapia a medicamentos.


A violência doméstica entre casais gays só começou a ser estudada na década de 90 (no caso dos heterossexuais ela é pesquisada desde 1970) e ainda há muita resistência em se falar deste assunto. Atualmente, a questão tende a sair da esfera do desconhecido.



Tipos ciumentos


Com o surgimento de um terceiro na relação, ou a simples possibilidade, conduz a alguns tipos de reação e de tentativa de resolução. Um desses tipos é o “tipo heróico” aquele que aceita e admite o interesse e até mesmo o amor do seu par por outra pessoa, tendo como fala: “Pode ir, se é isso que você quer” ou mesmo “Tudo bem, contanto que você seja feliz”.

Mesmo estando com raiva, magoado ou mesmo com ódio, tenta superar, se submetendo a tentar ser do “jeito” que a pessoa amada deseja, ou no mínimo do jeito que ele acha que o “amado” gostaria, passando a imitar e ter como modelo o “terceiro”. Neste caso, quando a relação termina, a pessoa sente-se obrigada a desistir da “amada”, e muitas vezes o faz sentindo muita raiva, mágoa e até ódio. Sua reação é de destruir o passado, as lembranças, as memórias, os presentes, tendo em seguida a apatia e até mesmo a depressão.

Outro tipo é o “passional” sua característica é baseada na exclusividade do prazer. Por exemplo: “Só ela me dá prazer”, “Sem ela não vivo”, não é apenas uma busca é muito mais do que isso, chega a ser uma necessidade, passando do desejo, do prazer, para a dependência e necessidade.

Este tipo acontece na esfera do pensamento, então muitas vezes a introdução do “terceiro” é fantasiosa, só acontece na fantasia, sem correspondência na realidade. O ciúme neste tipo é muito forte e persecutório, podendo tornar a vida da “amada” um verdadeiro inferno.

Existe ainda a “paixão unilateral” que se estabelece na eminência de uma separação e o que o ciúme se instala imediatamente, pois a pessoa vive o tempo todo achando que vai ser abandonada, rejeitada, trocada, descartada. A “amada” passa a ser a única fonte de prazer. “Prefiro morrer a perder a pessoa amada”. A pessoa passa a se menosprezar, se desqualificar, passando a achar qualquer pessoa melhor e mais interessante do que ela. Acha que só ela ama e que só ela sofre. Tem ciúmes da própria sombra.


Doses de ciúmes


Podemos falar em três gradações de ciúmes. O ciúme normal, a pessoa fica triste, tem sentimento de perda ou mesmo pensa ter perdido o “amado”, causando dor e sofrimento. A pessoa sofre uma ofensa ao seu narcisismo e sua auto-estima fica comprometida. Pode também se sentir responsável pelo rompimento e fica ainda mais deprimida. Essas situações podem ser reais e atuais, mas não são sempre racionais, porque muitas vezes podem ter suas raízes em fases mais infantis.

No ciúme projetado a sua característica é a própria infidelidade praticada por um dos parceiros ou no desejo de ser infiel. Não podemos descartar que a fidelidade sempre estará sujeita a tentações, pressões e cobranças. As pessoas que tendem a projetar o ciúme sempre estão negando seus desejos, suas dificuldades ou até mesmo suas infidelidades. Quanto mais sentem essa pressão, mais elas suspeitam da fidelidade do “amado” e assim aliviam sua própria consciência.

A terceira gradação é o ciúme delirante, classificado nas formas da paranóia. É a gradação mais forte, chega a ser patológico. Nesse tipo, o ciumento transforma a relação dual em triangular e o “amado” passa a ser objeto de ressentimento, de frustrações atuais ou do passado, o “amado” passa ser a parte ruim da pessoa. Nesse nível, o ciumento se sente enganado, abandonado, e começa a criar uma realidade cheia de histórias e mentiras, passa a acreditar nessa realidade e começa a reagir. As formas de contra-ataque podem ser das mais brandas até as mais violentas. O ciumento vai envolvendo o “amado” nas suas histórias, confundindo-o, criando pseudo provas com interpretações delirantes. “Estou sendo traído”.

Um manual sobre o tema violência doméstica lançado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) fez lembrar que entre casais de homossexuais, lésbicas, travestis e transexuais também podem ocorrer ameaças, humilhações, tapas e até mortes — nada diferente do que ocorre entre alguns casais heterossexuais. A diferença, quando ela existe, é que nos casais heterossexuais é o homem que costuma bater; nos outros, geralmente, é o mais fraco que apanha.

Números não oficiais divulgados pelo GGB estimam que mais de uma centena de gays, lésbicas e travestis (GLTs) são assassinados por ano, no Brasil. Segundo Luiz Mott, professor da Universidade Federal da Bahia e fiador desses números, entre cinco e dez desses casos seriam de amantes que mataram parceiros.

Para finalizar, gostaria de lembrar que quando nos relacionamos amorosamente, deveríamos também fazer uma distribuição dos nossos sentimentos e afetos em outras relações como amizade, família..etc. Dessa forma, o “outro” não se tornará “tudo” para nós. É importante manter uma vida independente do relacionamento amoroso, pois isso ajuda a enriquecer a relação. São experiências e histórias que podem ser trocadas com a parceira e que vão ajudar a fortalecer o relacionamento no dia-a-dia. É importante lembrar que cada um de nós tem uma história de vida, interesses diversos que podem ser compartilhados. Se, por ventura, você tem uma relação sufocante com sua parceira que não está fazendo bem a você, nem a ela, é preciso conversar. Não destrua uma relação com agressões, sejam físicas ou psicológicas, elas podem causar feridas e mágoas desnecessárias. Não deixe a situação chegar a este ponto. Pense a respeito. Se não conseguir chegar a uma conclusão, procure ajuda. Não manche sua história de amor.


Espaço GLS - Notícias / Por Katia Cristina Horpaczky (Psicóloga Clinica)


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Neste Carnaval - e sempre! - use camisinha!!!

A importância da camisinha

Embora a camisinha seja um dos métodos contraceptivos mais divulgados, seu uso ainda está cercado de equívocos e preconceitos. Muitos ainda duvidam da importância do hábito de usá-la, geralmente porque não têm clareza sobre os riscos que podem correr. Ou então porque acreditam que a camisinha "atrapalha" a relação sexual. Veja algumas informações e orientações:
Além de importante contraceptivo, a camisinha é um dos principais métodos para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como Aids, gonorréia, sífilis, hepatite B, herpes genital, verruga genital (HPV), entre outras.
São doenças sérias, que podem trazer uma série de riscos e complicações à saúde.Preveni-las depende muito da conscientização de cada um. Nesse processo, informação e camisinha, sem dúvida, são instrumentos bastante eficazes!
As pessoas costumam alegar vários motivos para não usar camisinha: desconforto, confiança na parceira, vergonha, medo, entre outros. No entanto, nenhuma dessas razões são suficientes quando se reconhece o risco que se pode correr.
O uso da camisinha não deve causar constrangimentos, mas mostrar cuidado com a parceira ou parceiro sexual e consigo mesmo. O medo e a vergonha podem ser superados em virtude do benefício que pode ser alcançado com o uso do preservativo.
Os homens costumam dizer que a camisinha atrapalha a ereção, porque é necessário fazer uma pausa para colocá-la. No entanto, é possível revestir o ato de colocar a camisinha de eroticidade. Os parceiros podem pensar várias formas criativas de estimular a ereção no momento em que param para revestir o pênis com o preservativo.
Outro aspecto importante para garantir o sexo seguro é o diálogo: a conversa pode evitar constrangimentos e equívocos e preservar os bons momentos que o sexo pode proporcionar.
Dicas sobre como usar o preservativo:
- Retire o preservativo da embalagem individual somente no momento em que for usá-lo.
- Não rasgue a embalagem com os dentes para não correr o risco de danificar a camisinha.
- Mantenha a camisinha longe do sol e da umidade.- Não utilize o preservativo mais de uma vez.
Em caso de dúvida sobre como usar o preservativo, procure um médico ou o profissional do núcleo de saúde do seu bairro.
Fonte: saudebrasilnet

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Doenças Sexualmente Transmissíveis

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são doenças causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.

Algumas DST são de fácil tratamento e de rápida resolução. Outras, contudo, têm tratamento mais difícil ou podem persistir ativas, apesar da sensação de melhora relatada por pacientes. As mulheres, em especial, devem ser bastante cuidadosas, já que, em diversos casos de DST, não é fácil distinguir os sintomas das reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher consultas periódicas ao médico. Algumas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves e até a morte.

O tratamento tem como principal objetivo interromper a cadeia de transmissão da enfermidade. O atendimento e o tratamento de DST são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

As DST são o principal fator facilitador da transmissão sexual do vírus da aids, pois feridas nos órgãos genitais favorecem a entrada do HIV.

O uso de preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão, tanto das DST quanto do vírus da aids.

Outras formas de contágio

Algumas DST também podem ser transmitidas da mãe infectada para o bebê durante a gravidez ou durante o parto. Podem provocar, assim, a interrupção espontânea da gravidez ou causar graves lesões ao feto. Outras DST podem também ser transmitidas por transfusão de sangue contaminado ou compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis.

Fonte: http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS1DA1127BPTBRIE.htm

sábado, 14 de fevereiro de 2009

HOMOSSEXUALIDADE E TRANSTORNO MENTAL


Em primeiro lugar vou logo afirmando: eu não acredito em Papai-Noel!

Como levar a sério a comunidade científica e suas pesquisas se eles não conseguem distanciar-se dos seus valores morais e culturais no momento de escolher um método de trabalho?

Diante da minha experiência em comunidades do Orkut, observo o grande número de problemas relatados por homossexuais diante de suas famílias, ambiente de trabalho e nas relações homoafetivas entre grupos diferentes de gays...

Mas parece que ainda estamos longe de um parecer isento, montado a partir de pesquisas consistentes onde os diversos grupos de homossexuais não sejam apenas objeto de estudo, mas sim, parte integrante da formação de um diagnóstico da realidade em que vivemos.


Acredito que pelo motivo de grande parte dos homossexuais ainda se encontrarem “no armário” e pelo pequeno número de grupos organizados e independentes de facções políticas ou governamentais é que ainda vivemos na pré-história de uma sociedade menos homofóbica e livre de preconceitos.

Motivado por tantas dúvidas e pela vontade de dar uma resposta aos leitores desse blog, consegui piorar ainda mais a angústia da minha ignorância.
Conseguindo apenas provar “que nada é divino, nada é maravilhoso” e constatar que precisamos tomar uma atitude!

Infelizmente até se encontram alguns poucos homossexuais preocupados, de forma aparentemente independente, com as questões que nos são pertinentes, mas quando observo a trajetória destes, me decepciono com as suas práticas como militantes. Vejo ativistas muito mais preocupados com o marketing pessoal ou com os seus empreendimentos do que com as questões relacionadas à cidadania e aos direitos humanos.


Pode parecer jargão, mas concluo que o futuro da nossa sociedade está nas mãos dos jovens (de todas as idades) cuja diversidade cultural, classe social e étnica possam nos proporcionar dentro da academia novos olhares e estudos consistentes norteando novos paradigmas capazes de influenciar posturas e atitudes livres do velho preconceito.

E assim, quem sabe um dia não mais se ouvirá a música lindamente cantada pela eterna estrela Elis Regina?

“Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Como os nossos pais”


Ao pesquisar na web o tema HOMOSSEXUALIDADE E TRANSTORNO MENTAL descobri estes dois exemplos que transcrevo aqui.


Infelizmente a postagem que tinha o objetivo de esclarecer sobre um tema tão importante, desviou-se para a constatação das contradições das fontes de pesquisas e para carência de pesquisadores sérios...

Marcel_Duchamp


Os gays, negros e lésbicas têm menos desordens mentais que os brancos, diz um estudo da Universidade de Columbia - Escola Mailman de Saúde Pública


Fonte: traduzido de http://www.mailmanschool.org/news/display.asp?ID=572





Segundo um estudo conduzido na Universidade de Columbia - Escola Mailman de Saúde Pública entre lésbica, populações gays, bissexuais, negros e latinos não têm mais desordens mentais que a população branca. Baseado na teoria que o stress relacionado ao preconceito aumentaria o risco de desordens mentais, os pesquisadores tipicamente esperavam que as lésbicas, os negros, os gays e os bissexuais que enfrentam o preconceito relacionado tanto ao racismo como a homofobia teriam mais desordens do que a população branca. Ao contrário desta expectativa, contudo, o estudo da Escola Mailman de Saúde Pública descobriu que as lésbicas, os negros, os gays e os bissexuais tinham significativamente menos desordens do que indivíduos brancos e que os latinos tinham uma prevalência de desordens semelhantes a dos brancos. As descobertas foras publicadas no Jornal Americano de Saúde Pública, de novembro de 2007. “Estas descobertas sugerem que as lésbicas, os negros, os gays e os bissexuais tenham modos eficazes de enfrentar o preconceito relacionado ao racismo e a homofobia” observou Ilan H. Meyer, PhD, professor associado de Ciências Médicas e sociais e clínicas na Escola Mailman de Saúde Pública e investigador principal do estudo.

O estudo de 388, entre brancos, negros e latinos residentes em Nova Iorque com idade entre 18 e 59 que se identificaram como lésbica, gay ou bissexual é o primeiro baseado nessa população e, também, a examinar a prevalência de desordens mentais entre negros, latinos, brancos, lésbicas, gays e bissexuais. Por outro lado, sobre desordens mentais, mais gays negros e latinos, as lésbicas e os bissexuais do que brancos informaram uma história de sérias tentativas de suicídio. “Como estas tentativas de suicídio ocorreram em uma primeira idade, tipicamente durante a adolescência, podemos refletir que elas coincidiram com um período que esteve relacionadas à desaprovação social sobre as identidades lésbica, gay e bissexual,” disse o Dr. Meyer.

As descobertas foram compatíveis com a noção que estes problemas podem ser mais graves entre lésbicas, gays, jovens bissexuais, latinos e outras comunidades de cor. “A ausência da prevalência mais alta de desordens de humor nesta população, estas descobertas criam um desafio aos profissionais de saúde mentais” disse Dr. Meyer. “Se isto for de fato o caso, os profissionais de saúde pública devem encaminhar os esforços de prevenção para reduzirem o risco de suicídio entre a lésbica, os gays e bissexuais nestas comunidades”, disse Dr. Meyer. O estudo também encontrou que, de todos os grupos étnicos, a menor faixa etária de lésbicas, gays e bissexuais (aqueles em grupos de idade 18 – 29 e 30 – 44 comparando com 45 – 59 anos) tinha a prevalência mais baixa de quase todas as categorias de desordens mentais, e a diferença foi por meio de estatística significante para desordens de humor. A faixa etária mais jovem também tinha menor quantidade de tentativas de suicídio do que os grupos que estavam em faixa etária de maior idade (mas isto foi por meio de estatística significante só para a variação mediana). “A descoberta quanto à faixa etária de menor idade de lésbicas, gays e bissexuais é compatível com teorias de stress social que predisseram que a liberalização de atitudes sociais em direção ao homossexualismo durante as poucas décadas passadas pode levar a um declínio em stress e relacionando isso às desordens mentais e suicídio entre lésbicas, gays e indivíduos bissexuais”, disse Dr. Meyer. Em outras descobertas, o estudo informou que a identidade bissexual esteve relacionada à prevalência mais alta de desordens de uso de substância, mas não de inquietude ou desordens de humor e ele confirmou a observação prévia que entre populações gays, os homens e as mulheres não se diferenciam substancialmente na prevalência de desordem.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional da Saúde Mental dos Estados Unidos da América.

Sobre a Escola Mailman de Saúde Pública:

A única escola reconhecida para a Saúde Pública em Nova Iorque e está entre as primeiras dos EUA, a Escola Mailman de Saúde Pública da Universidade de Columbia fornece instrução e oportunidades de pesquisa a mais de 950 estudantes de graduação, mestrado e doutorado. Os seus estudantes e mais de 300 cursos multidisciplinares estão engajados em pesquisas e serviços na cidade, nação, e ao redor do mundo, e se concentram enas áreas de bioestatística, ciências de saúde ambientais, epidemiologia, política de saúde e gestão, população e saúde de família, e ciências médicas e sociais. www.mailman.hs.columbia.edu




Pesquisa investiga qualidade de vida de homossexuais

Raqueldo Carmo Santos




Pesquisa inédita desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) investigou as dimensões de saúde mental, a qualidade de vida, a religiosidade e a identidade psicossocial no homossexualismo. Em dissertação de mestrado orientada pelo professor Paulo Dalgalarrondo, a psicóloga Daniela Barbetta Ghorayeb encontrou diferenças expressivas entre as experiências da homossexualidade de homens e mulheres.

Estudo inaugura linha de pesquisa



No grupo pesquisado do gênero feminino, por exemplo, a orientação sexual é tratada de forma mais reservada, não havendo a necessidade de declarar abertamente a orientação. “Essas mulheres acreditam que se trata, apenas, de uma faceta a mais da identidade. Ademais, possuem relacionamentos mais estáveis com suas parceiras”, afirma a psicóloga. Já os homens que foram objeto de estudo estão dispostos a viver as relações afetivas de modo mais transparente no meio social ao qual pertencem.
Segundo Daniela, uma das justificativas para tais diferenças seria a própria herança cultural que carrega cada gênero. Para a psicóloga, em última análise, a sexualidade feminina foi marcada, historicamente, pela privacidade. Já a sexualidade masculina, prossegue a pesquisadora, sempre carregou um caráter de visibilidade.
O estudo contemplou pesquisa de campo, por meio de entrevistas individuais, visitas a boates e festas privadas, além da participação em manifestações de movimentos sociais. A pesquisa foi comparativa e, para isso, a psicóloga entrevistou 60 indivíduos homossexuais e 60 heterossexuais, pareados a partir da faixa etária, gênero e escolaridade.
O método escolhido para o recrutamento dos sujeitos foi o chamado “bola de neve”, ou seja, um indivíduo indicava outro para ser entrevistado, o que atribuiu maior confiabilidade e credibilidade aos dados.
Outro aspecto nos resultados que chamou a atenção da pesquisadora foi a similaridade entre os índices de qualidade de vida dos dois grupos – os indivíduos estudados estão inseridos socialmente e não isolados em grupos fechados, como se imagina. “Com isso, é importante uma reflexão mais profunda sobre as construções e preconceitos presentes no imaginário social”, acredita Daniela, referindo-se aos estereótipos que reforçam uma outra realidade.
Uma questão a ser considerada refere-se às características do grupo. Os voluntários têm, em média, 30 anos, possuem nível de escolaridade superior e todos pertencem à classe média. Por isso, segundo Daniela, as conclusões podem ter referência, apenas, a partir do perfil selecionado.
O estudo constatou ainda maior prevalência de transtornos mentais no grupo de orientação homossexual em comparação com o grupo de heterossexuais, com destaque para o transtorno depressivo e risco de suicídio. Estes resultados confirmam pesquisas recentes realizadas na Inglaterra e Estados Unidos, que sugerem o impacto do preconceito e da discriminação sobre a saúde mental.
O trabalho realizado por Daniela inaugura uma linha de pesquisa no Laboratório de Saúde Mental e Cultura do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria. Os estudos deverão investigar a homossexualidade também na terceira idade e na adolescência.
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VIVENDO COM AIDS OU NÃO, USE CAMISINHA E FIQUE TRANQUILÃO



domingo, 1 de fevereiro de 2009

Auto-exame dos testículos

O que é o auto-exame dos testículos?





O auto-exame é a forma eficaz de detectar o câncer do testículo em estágio inicial, o que aumenta as chances de cura.

Quando fazer?
O auto-exame dos testículos deve ser realizado mensalmente, sempre após um banho quente.
O calor relaxa o escroto e facilita a observação de anormalidades.


O que procurar?


• Qualquer alteração do tamanho dos testículos
• Sensação de peso no escroto
• Dor imprecisa em abdômen inferior ou na virilha
• Derrame escrotal, caracterizado por líquido no escroto
• Dor ou desconforto no testículo ou escroto



Como fazer?

1) De pé, em frente ao espelho, verifique a existência de alterações em alto relevo na pele do escroto.
2) Examine cada testículo com as duas mãos. Posicione o testículo entre os dedos indicador, médio e o polegar. Revolva o testículo entre os dedos; você não deve sentir dor ao realizar o exame. Não se assuste se um dos testículos parecer ligeiramente maior que o outro, isto é normal.
3) Ache o epidídimo - pequeno canal localizado atrás do testículo e que coleta e carrega o esperma. Se você se familiarizar com esta estrutura, não confundirá o epidídimo com uma massa suspeita. Os tumores malignos são freqüentemente localizados lateralmente aos testículos, mas também podem ser encontrados na porção ventral.


Atenção:

Caso você palpe qualquer massa que não tenha sido verificada anteriormente, procure imediatamente um médico, de preferência um urologista. A alteração encontrada pode se tratar somente de uma infecção, porém, no caso de um tumor o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura. Observe que massas escrotais não aderentes ao testículo não são suspeitas de câncer. Fique atento a alterações como sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos. Na dúvida, procure um médico.