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domingo, 29 de março de 2009

HOMOSSEXUALIDADE E SOLIDÃO




Quando iniciei, a nível experimental, a difícil tarefa de publicar artigos recentes e atualizados sobre o progresso da Psiquiatria, deparei-me com um enorme universo de temas solicitando ser explorados. Já há material vasto e abundante na internet sobre Psicopatologia, Psicofarmacologia, Epidemiologia e sobre a História da Psiquiatria. O resultado de meus esforços culminou em uma cansativa mudança de temas, os quais deveriam nortear este website de modo variegado, pois era esta a idéia inicial.




Terminei por findar a coleta de links, interrompi, parcialmente, o curso de continuidade do artigo Uma Breve História da Psiquiatria (o qual, para minha surpresa, tem sido muito acessado, copiado e até mesmo publicado em alguns periódicos – surpreende-me pelo fato de ser demasiado simples), e literalmente desisti de transformar o site Dr Adnet.com em um site exclusivamente sobre Psicofarmacologia, um território no qual me movo com indisfarçável empolgação (sempre fui um apaixonado por Farmacologia, desde os tempos da Faculdade de Medicina).



Após ter publicado o artigo "Homossexualidade é Doença?" passei a receber e-mails de todo lado, grande parte deles procurando me incitar a dar continuidade ao tema. Porém, o que mais me chamou a atenção foi a ausência de um conteúdo afetivo objetivo nas mensagens com teores de crítica e de protesto. Em outras palavras, surpreende-me como a questão da homossexualidade tem sido tratada, como se fosse apenas algo como "um tema a ser votado", e não, como na realidade o é, algo tão profundo e incômodo para tantos, e que muitos anseiam por melhor conhecer, e mais ainda, por saber lidar.



Não se trata aqui de qualquer mera opinião pessoal, mas o fato é que a questão da homossexualidade está histórica e indissociavelmente atrelada à problemática do sofrimento humano.



Minha experiência com a homossexualidade não deriva apenas de minha prática clínica, primeiramente, mas em grande parte do contato pessoal (e não sexual, diga-se) com cinco familiares meus que muito têm sofrido em razão deste que é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes temas dos nossos dias. E esta importância também deriva da gigantesca e impressionante prevalência desta condição de preferência sexual em nossos dias.



Não é meu objetivo aqui, neste artigo, tratar da gênese do problema, mas sim focar minha atenção sobre as consequências desta estranha manifestação da sexualidade humana, sobretudo no aspecto do sofrimento que experimentam tantas e tantas pessoas vítimas deste feroz desejo, dessa incessante busca, desse cansativo e exaustivo modo de existir.



Grave nesta questão são os posicionamentos artificiais diante deste assunto, ou seja, não faltam aqueles que, sem entenderem a questão da homossexualidade, fixam-se a modelos explicativos artificiais e pueris e assumem ares de autoridade quando se aventuram a asseverar, de modo errado, sobre algo que não somente mal conhecem, bem como com ele não sabem lidar de modo correto. Opinadores há muitos, conhecedores muito poucos. Bem poucos!



O ser humano naturalmente busca tanto a satisfação sexual como o preenchimento afetivo. E no território da homossexualidade, tanto a busca pela satisfação sexual como a busca por um preenchimento afetivo se revestem de características peculiares e sobremodo problemáticas sob o aspecto da saúde mental. E a despeito das asseverações de muitos entusiastas do homossexualismo, os diversos problemas atrelados à condição homossexual permanecem.



Vou ilustrar esta abordagem citando apenas um dentre os casos de homossexualidade presentes em minha própria família, como acima já mencionei. E o leitor afeito ao tema poderá verificar a repetição deste padrão de sofrimento em meio ao universo de indivíduos homossexuais. Poderá verificar apenas se desejar, e verificará se for um observador honesto, e não meramente um crítico gratuito e tendencioso de artigos sobre a homossexualidade e sobre o homossexualismo.



O membro de minha família, no caso específico em questão, é um indivíduo do sexo masculino, de bom nível social e econômico, portador de inteligência acima da média e com nível de educação superior.



Após passar por longos períodos de busca pelo que aqui chamarei de "solução para o seu dilema", na realidade encontra-se, até hoje, vivenciando conflitos internos com importante grau de sofrimento psíquico e afetivo.



Muito tempo após ter se dado conta da inutilidade e da futilidade de uma busca desordenada por satisfação sexual (e também afetiva), o mesmo optou por buscar um relacionamento sexual e afetivo com algum grau de estabilidade.



Sua decisão refletiu-se, de modo importante, na cessação parcial da troca frequente de parceiros, porém culminou com uma relação afetiva e sexual com outro indivíduo, o qual se auto-intitula de heterossexual. Percebe-se na relação de ambos componentes de afeto e de carinho evidentes, todavia o resumo final da relação é visivelmente patológico.



Segundo seu relato, em certa ocasião ambos se encontravam em uma festa em um clube social onde havia como chamativo a presença de um DJ vindo não me lembro de onde. Ambos se reencontraram na referida festa um dia após terem passado o dia e a noite anterior juntos.



Tanto um como o outro possuem uma considerável rede de conhecimentos sociais, o que os levou a percorrer a festa cumprimentando e conversando com diversas pessoas, individualmente, e em separado.



Após várias horas de vai e vem, e de drinks aqui e acolá, o parente em questão visualizou seu "amigo" em apertos e carícias com uma mulher. Incomodado com a situação, chamou seu amigo e lhe fez ver a sua insatisfação diante daquela desconfortável situação. Segundo o relato, a resposta de seu amigo foi mais ou menos a seguinte:



"Eu gosto de você, mas também gosto de mulheres. Você entende, não?"



Tendo-se afastado, triste e incomodado, o membro de minha família se recolheu a um canto da festa e passou a observar o comportamento público do "novo casal". Ainda segundo o relato, o parente pôde notar a insistência da mulher em convidá-lo para sair da festa e ir "ficar com seu amigo" em um lugar mais apropriado para o óbvio evento que se daria a seguir. Retirou-se o parente da festa, dirigiu-se à sua casa e passou dois dias experimentando uma mescla de sentimentos de rejeição, angústia, ansiedade, depressão e desprezo. Prostrou só e experimentando um profundo sentimento de solidão. Com voz embargada, me procurou, conversamos, porém nada pôde impedir seu pranto e não pôde ser grande o alívio ao seu sofrimento.



Poucos dias depois, fui procurado por um paciente com um relato semelhante, e as marcantes características presentes em ambos eram precisamente o sofrimento de uma solidão não resolvida e a desorientação de ambos frente a uma situação destas. Simplesmente não sabiam como lidar com aquilo.



De modo prudente, indaguei de ambos o porquê de não se relacionarem com outros indivíduos com inclinação sexual semelhante, ou seja, homossexual e não heterossexual. E a resposta de ambos também coincidiu. Disseram (em palavras mais simples) reconhecer em si próprios todas as características masculinas próprias de um ser humano com genótipo XY, e que simplesmente não lhes agradavam as características afeminadas presentes em determinados indivíduos com tendências homossexuais, e consequentemente, buscavam relacionamentos com homens heterossexuais. E ambos alegavam serem eles próprios "buscados" por heterossexuais de seu convívio.



A vida sexual e afetiva de ambos era, e é, uma autêntica confusão, ora sendo abraçados e acariciados por seus "amigos heterossexuais", ora vendo-se literalmente descartados por seus parceiros quando estes se entusiasmam por esta ou por aquela mulher. E a desastrosa consequência de uma situação assim não poderia levar a outra coisa senão a um terrível sofrimento pessoal e muito íntimo.



E quando indaguei a ambos sobre uma possível relação com indivíduos portadores da "mesma atração", não lhes estava propondo nenhuma solução ou sequer uma alternativa de comportamento e de conduta para ambos, mas estava realmente desejando saber o que se lhes passava não só pela mente, mas também pelo coração. E o objetivo disto era ajudá-los. Todavia, ambos se mostram irredutíveis em não aceitar se relacionar com outros parceiros que possuam características homossexuais visíveis aos olhos mais leigos. Preferem os heterossexuais, alguns dos quais lhes parecem passar a imagem e o comportamento de um amante ideal, ainda que tal imagem e comportamento não passem de uma farsa psicológica, intencional ou não.



Pessoalmente, já havia avaliado inúmeras situações semelhantes no território em questão, e em não poucas vezes o que vi nada tinha a ver com "opção" e muito menos com "alternativa", mas sim grosseiras camuflagens de prostituição masculina. E embora não esteja aqui generalizando esta situação, sua presença no dia a dia da vida de muitos que possuem características de homossexualidade simplesmente não pode ser negada. Está tudo debaixo do sol.



Nasci e fui criado na zona sul do Rio de Janeiro, e tive a oportunidade de conhecer diversos "casais" homossexuais, antes e depois de me tornar um profissional da Psiquiatria. Aqui a palavra casal está entre parêntesis porque casal refere-se a casamento (do grego nunphom = núpcias, e casamento) que por sua vez, implica, obrigatoriamente, na presença de noivo (do grego chatan = noivo) e da noiva (do grego nunphe = noiva). Logo, casal e casamento referem-se a nunphom, chatan e nunphe, núpcias, noivo e noiva, respectivamente. Etimologicamente, filho deriva do vocábulo grego hyios = filho, o resultado de um nunphom = núpcias.



Conheci diversos destes "casais", e honestamente digo que nunca jamais conheci um que fosse feliz. Nem um único sequer. Muitos deles vivem fantasias projetadas a ponto de chamarem-se a si próprios e a ambos de "meu homem", o que por si só já inviabiliza a caracterização de uma situação destas como sendo um casal (chatan + nunphe).



Historicamente, sempre foram os afetos e os sentimentos de amor e de ternura que permearam os casais autênticos (chatan + nunphe), além das características próprias da união heterossexual perpetuada pelo casamento, ou seja, a lealdade, o companheirismo e as percepções dos instintos naturais de paternidade e de maternidade do casal. Aliás, para a maioria das pessoas, casar-se se encontra diretamente vinculado a ter filhos.



Os indivíduos com tendências de homossexualidade possuem estes mesmos instintos naturalmente presentes em suas personalidades, todavia, sabem que não há a mínima possibilidade de vivenciarem plenamente o que seja uma união matrimonial autêntica nos moldes históricos. E por esta razão, o que lhes resta é uma projeção fantasiosa de uma pseudo-aplicabilidade do termo casamento às suas situações, a meu ver muito mais como uma desesperada busca pelo preenchimento afetivo do que uma referência irônica ou escarnecedora para com o casamento autêntico (nunphom).



A expressão "à espera do meu príncipe encantado", frequentemente ouvida no território homossexual reflete bem a consciência que muitos possuem sobre ser o "casamento gay" algo como um conto de fadas. Algo que não existe na prática, mas que assume características de um valor desejado na teoria, mas impossível de ser vivenciado na prática. É algo literalmente fantástico (ou fantasioso). A simbologia mítica da expressão "à espera do meu príncipe encantado" é uma como que confissão inconsciente de um triste estado de solidão sem solução, muitas das vezes agravado pela preocupação com um futuro e com uma velhice desprovida da estrutura familiar tradicional e natural. Príncipes encantados são figuras mitológicas e irreais.



Minha posição não é, de modo nenhum, hostil para com pessoas que desta maneira sofrem, e embora não seja algo fácil para muitos admitirem, a solidão dos homossexuais é um tema impossível de passar despercebido. E embora a solidão não seja, de modo nenhum, uma condição exclusiva de homossexuais, para estes últimos a constituição de uma família é, sem dúvida, algo muito mais problemático e complexo do que para pessoas estritamente heterossexuais. E isto porque para os heterossexuais a possibilidade de uma união matrimonial é algo real, enquanto para os homossexuais é uma ilusão. E estou bem certo de que qualquer aprovação legal de "casamentos gays" em nada poderá modificar esta realidade, talvez simplesmente a tornará mais evidente, pois com a aprovação de tais leis, mais e mais casos virão à tona, evidenciando-se assim, e ainda mais, a solidão e outros sofrimentos experimentados por muitos indivíduos com inclinações de homossexualidade.



Quando em um de seus programas de entrevistas, Jô Soares entrevistou o Bispo Crivella, abordando a questão da homossexualidade, nestas palavras se expressou o entrevistador:



"Você fala como se fosse uma opção, como se a pessoa de repente dissesse, o que que eu vou ser? Eu acho que eu vou ser homossexual, tou gostando desse negócio aí. É bom porque eu vou sofrer muito, vou ser um pária na sociedade, dizem que não há preconceito, mas há, é o que eu quero! Sou masoquista, quero sofrer mesmo!" (YouTube - Jô Soares finge que entrevista Crivella e faz discurso gay)



Existe esperança e solução para este dilema? Sim, existe! Porém não no mundo da fantasia a que tantos homossexuais têm recorrido buscando o alívio para seus sofrimentos. A opção sexual é um direito legal do ser humano, e também o são a opção pela felicidade ou a opção pelo sofrimento.




Dr Adnet





Para referência


Para referência de citação de fonte: Dr Adnet - Homossexualismo, Homossexualidade e Solidão/ Em: www.dradnet.com/

HOMOSSEXUALIDADE NA TERCEIRA IDADE



Nos últimos anos tem vindo a tornar-se uma questão com crescente visibilidade: a homossexualidade na terceira idade. Agora um jornal brasileiro publicou uma notícia sobre o tema. Na notícia, na senda de estudos e reportagens anteriores, diz-se que "numa sociedade que ainda vê os gays com preconceito, envelhecer pode ser um período de isolamento e desamparo social"


"NUMA SOCIEDADE QUE AINDA VÊ OS GAYS COM PRECONCEITO, ENVELHECER PODE SER UM PERÍODO DE ISOLAMENTO E DESAMPARO SOCIAL"

Há poucos anos, um amigo do escritor pernambucano Paulo Azevedo Chaves, quebrou todos os discos de música popular que mantinha, renunciou à vida "mundana" e entrou para uma igreja evangélica. A mudança teve outra razão, que não apenas de fé. Homossexual, o homem procurou forças na religião para controlar o desejo e deixar de se relacionar com outros homens. "Ele disse que tinha muito medo de envelhecer sozinho, de ficar abandonado. Tenta se relacionar com mulheres", diz Paulo, gay convicto no alto dos seus 67 anos.

Os dois amigos têm trajetórias distintas, mas, cada um a seu modo, exemplifica os dilemas de uma parte da sociedade freqüentemente ignorada.

Não é regra absoluta - como nada pode ser em termos de comportamento humano -, mas a solidão costuma ser um desafio para os homossexuais idosos, pessoas que teoricamente, não têm descendentes e menos ainda amparo legal para questões como a viuvez.

"Além dos problemas da velhice, é comum que haja um afastamento dos membros da família. As amizades são normalmente um substitutivo das relações familiares. Mas a proximidade da morte e o fato de os amigos também estarem morrendo reforçam muito a solidão. São verdadeiras tragédias individuais", constata o escritor João Silvério Trevisan, autor do clássico Devassos no Paraíso, que traça um panorama histórico das questões morais e da homossexualidade no Brasil. Militante notório, Trevisan montou em São Paulo um grupo de voluntários para ajudar homossexuais idosos em estado de extrema solidão.

"Não existem políticas públicas para essas pessoas. Asilos, por exemplo, onde possam ser íntegros permanentemente", diz João Silvério, que não vê nesses espaços a possibilidade de formação de "guetos". Em Berlim, a capital alemã governada por um prefeito assumidamente gay e reduto da maior população homossexual da Alemanha, foi anunciada a construção de um asilo de 150 apartamentos no bairro gay de Schoeneberg. "A primeira geração de gays e lésbicas que não tiveram que esconder sua orientação sexual agora está chegando à idade da aposentadoria", disse o gerente do projeto, Hans-Juergen Esch, ao jornal alemão Bild.

A medida tem como objetivo impedir um fenômeno verificado entre homossexuais idosos: a "volta ao armário". No meio homossexual, "sair do armário" é gíria que designa a revelação da orientação sexual. A segmentação tem respaldo no fato de profissionais que lidam com apoio a idosos se mostrarem intolerantes. Até em Nova Iorque, uma das mecas mundiais da tolerância a homossexuais, uma pesquisa recente mostrou que 52% dessas equipes de assistência social condenam a prática homossexual. Houve o caso de um gay idoso que foi transferido para uma clínica de tratamento mental depois de ter sido flagrado fazendo sexo com um colega. "Mesmo quando há uma aproximação da família, costuma ocorrer uma "blindagem" para que não se saiba a orientação sexual", comenta João Silvério Trevisan. O que entra em questão, portanto, é o direito à plena identidade na velhice.

O relações públicas S.M., de 61 anos, diz que a idade lhe trouxe uma constatação pouco satisfatória: "Sei que meu corpo já não tem apelo e, para não ficar só, preciso recorrer a serviços de prostitutos". Ele faz parte de um grupo de homossexuais idosos que, para conseguir envolvimentos amorosos, precisa frequentar saunas voltadas para o público gay ou "contratar" michês em locais como a Avenida Conde da Boa Vista ou a Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem, lugares de ocorrência de prostituição masculina. "Sei que é arriscado, não levo essas pessoas para minha casa. A não ser os rapazes que eu já conheço há tempo", diz ele. "Dificilmente um rapaz me procura. Normalmente, são homens mais velhos", diz M.S., 25 anos, que trabalha como prostituto numa sauna de público homossexual no bairro da Boa Vista.

S.M. diz que, se não recorresse ao pagamento, não teria como extravasar o desejo, "Tem uns rapazes que frequentam minha casa, são casados com mulheres. Depois da transa, costumo colocar uma nota de R$20 no bolso deles", diz ele, que já chegou a pagar R$100 por um programa. "Esse dinheiro já faz parte do meu orçamento mensal", conta. "Pode parecer perverso para muita gente, mas as pessoas têm que entender que a sexualidade não acaba com a idade".

"É muito comum os gays mais idosos se envolverem com prostitutos. Eu, particularmente, não tolero sexo pago", diz o escritor Paulo Azevedo Chaves. João Silvério Trevisan diz que os gays idosos sofrem discriminação nos próprios círculos homossexuais. "Dentro da cultura homossexual, há tês tabus: ser gordo, desmunhecado e velho". Conta ele, que, no momento verifica contradições. "Há garotos aficionados por homens mais velhos. Basta entrar na internet com nick de senhor e constatar a procura". Esses garotos também costumam ser bastante discriminados pelos próprios colegas gays. "Não sei se é uma projeção do meu inconsciente, como se fosse uma busca pelo amor paterno. Mas, desde que me descobri gay, só tenho interesse em homens mais velhos, barrigudos, completamente fora dos padrões de beleza", confirma o estudante de psicologia I.N., 23 anos.

"Sim, a solidão existe. Mas a mim, particularmente, não incomoda. Nunca fui de viver perto da família", diz o escritor Paulo Azevedo Chaves, autor de poemas às vezes homoeróticos, que, depois de ter morado em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo e na Europa, vive hoje num sítio, isolado como gosta.

Homossexual "ortodoxo", como chama, mas hoje, maduro, costuma se envolver com homens bem mais novos, vários deles casados, de vida heterossexual aparente. Ele confirma que o interesse financeiro pontua, frequentemente, a aproximação entre garotos e senhores gays.

"Os rapazes estão muito aberto a experiências sexuais. Dificilmente dizem que não topam. Prefiro pessoas maduras, mas elas são menos disponíveis. Todo mundo sabe que existe sexo com e sem amor. O tesão não acaba com a idade", diz. "Socialmente, os rapazes são mais aceitos quando dizem que se envolvem com senhores gays em troca de pequenas vantagens", diz.


TESÃO MAIS VELHO - Conhecido na sociedade pernambucana, personagem usual de colunas sociais, um empresário do setor agrícola, 60 anos, diz que presentes e favorecimentos são moeda corrente em suas relações. "Embora o corpo, com a idade, perca muito do seu apelo há garotos com grande tesão em homens mais velhos. Do contrário, não se envolveriam com eles. Mas claro que se aproveitam para conseguir vantagens: um presente, ou mesmo a possibilidade de frequentar bons lugares, restaurantes da moda", diz ele, que explica por que prefere não se identificar: "Em sociedade, tudo se sabe. Mas pouco se comenta abertamente. Há muito preconceito e muita hipocrisia", diz.

O empresário diz que não vê mal algum em dar presentes para seus namorados. "O problema é que o gay não está no lado oficial e, portanto, é mais estigmatizado por isso. Vários heterossexuais gastam muito dinheiro com jóias e até carros para suas namoradas interesseiras e pouca gente os critica", diz. "O importante mesmo é não se sentir sozinho", acredita.



Texto extraído do JORNAL DO COMÉRCIO - Recife, nove de Janeiro de 2005.

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terça-feira, 24 de março de 2009

Está na moda sair do armário?






Por Diego Cardoso 11/12/2006


Está na moda sair do armário? Haja vista a quantidade de notícias que dão conta de pessoas públicas se assumindo, podemos dizer que sim. Mas o buraco é mais embaixo.

De Washington a Londres, atores, cantores, políticos e celebridades em geral assumem sua homossexualidade – ou bissexualidade – em frente às câmeras. Sinal dos novos tempos. A intolerância perde campo e os mais corajosos aproveitam a oportunidade e, pimba!, saem do armário.

O último a sair do armário foi um político de Glasgow, na Escócia. Steven Purcell, 34, resolveu assumir publicamente sua orientação sexual e deixou a esposa, com quem era casado há 5 anos. Purcell uniu-se, assim, a um seleto grupo de pessoas públicas que não têm medo do status quo.

E no Brasil? Apesar das incontestes vitórias do arco-íris em terras tupiniquins, ainda nos vemos desprovidos de "modelos" a serem seguidos. Os gays não temos aqui nos trópicos personalidades em que possamos nos espelhar.

Entre atores globais, passando pela música popular e chegando aos porões da política, podemos contar nos dedos da mão os assumidos. A maioria pensa antes no bolso. É justo: perder o emprego se assumindo é moeda-corrente no Brasil e mais ainda no mundo das aparências. Entretanto, se não tentarmos mudar essa situação, vamos viver no submundo pra sempre!

É certo que o que é feito entre quatro paredes não diz respeito a ninguém. Mas acredito que ser gay vai muito além de transar com outros caras. É, antes de tudo, ser humano e ter uma vida. Igual a todo mundo.


http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=769


Nesta seção você encontrará casos de pessoas que vivem sua sexualidade e afetividade de forma satisfatória e plena.

  • Juliano Mendes

    "Ela chorou também. Se aproximou e me deu um abraço forte. eu me surpreendi. No mínimo eu esperava que ela fosse mencionar algum 'colega do seu pai que procurou tratamento e hoje é casado e tem filhos'. Já notaram como sempre tem gente que conhece casos assim?" Leia mais...

  • Alex França

    "Cheguei em casa e disse que tinha algo pra falar. Ela já sabendo do que se tratava, só me perguntou "Você deixou de ser homem?". Deixar de ser homem não, só estou gostando de outro homem!" Leia mais...

  • Prima Donna

    "Esta questão do sair do armário não se limitou só a minha vivência com a família. Sou assumida também com meus amigos, no meu círculo social, no orkut, enfim... Acho que as pessoas que gostam de mim devem gostar do jeito que eu sou..." Leia mais...

  • Danilo Leonardi
    "Meu pai começou então dizendo que nada mudaria, que eles, os dois, iriam me amar de qualquer maneira, e que iríamos juntos procurar um psicólogo apenas para que eu pudesse ter certeza do que eu estava dizendo naquele momento crucial. " Leia mais...

  • Marcelo Dravio

    "Hoje estou com 26 anos e me considero incrivelmente sortudo por não precisar fingir ser alguém que não sou. Se eu fui capaz de conseguir esse meu espaço não vejo motivos para todos também não conseguirem."Leia mais...

  • Josy Oliveira

    "Estamos comemorando mais um aniversário de casamento. Já com bebê a caminho, fruto de uma inseminação artificial. Felicidade pouca é bobagem. Esses bêbes virão para completar uma família." Leia mais...

  • Jonatas Vianna

    "Ser filho de pastor não é fácil. Ser gay também não. Mas dizer a verdade me libertou pra ser quem sou: sincero. Não minto mais. Não alimento mais desejos e esperanças de coisas que não irão acontecer." Leia mais...

  • Carlos Fernandes

    "Carlos é nosso filho, irmão e cunhado de vocês. A partir do momento que eu e minha esposa, mãe dele, aceitamos e apoiamos a 'opção sexual' dele, vocês são obrigados a aceitar também" Leia mais...

  • André Freitas

    "Para mim foi uma prova acima de qualquer limite. Abdiquei de tudo o que sentia para construir um novo André. Respeitei e fui fiel à esposa, mas algumas coisas não encaixavam, principalmente sexo...." Leia mais...

  • Marcia H. Ramos

    "Naquela época, foi dificil pois eu morava no interior e com uma familia religiosa achava que era pecado, sofri muito por causa disso!!! " Leia mais...

  • Marcelo gayBoy

    "No começo não foi muito fácil, pois não recebi apoio de praticamente nenhum deles, mas alguns meses depois tudo foi mudando e começaram a entender melhor como eu era." Leia mais...

  • Alex Jr

    "Embora conhecesse alguns gays famosos, quando comecei a me entender homossexual, achava que teria que me vestir de mulher, falar fino e com trejeitos muito femininos." Leia mais...


http://www.armariox.com.br/conteudos/filhos.php










sexta-feira, 6 de março de 2009

VOCÊ É PRECONCEITUOSO?

É óbvio que, ao ler essa pergunta, você com certeza dirá “lógico que não, sou contra o preconceito!”. Mas, observando bem de perto, as coisas não são tão puritanas quanto parecem. Isso é o que provou uma pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha. O instituto realizou a segunda edição de um levantamento, realizado pela primeira vez em 1995, sobre o preconceito dos brasileiros no campo do racismo.
Embora os resultados mostrem que diminuíram as manifestações de preconceito racial no Brasil, a pesquisa mostrou dados contraditórios. Para 91% dos entrevistados, os brancos apresentam preconceito de cor em relação aos negros. Porém, quando a pergunta é pessoal, desses entrevistados, apenas 3% (excluindo os negros) admitem ter preconceito.
O mesmo acontece na situação oposta: 63% dos entrevistados afirmaram que negros têm preconceito em relação a brancos, mas apenas 7% (excluindo os brancos) dizem ter algum preconceito.
Ou seja: “o outro é preconceituoso sim, mas eu jamais, sou contra qualquer tipo de preconceito”. Esse levantamento é interessante para constatarmos uma verdade presente em toda a nossa sociedade, mas que fica mascarada por boas ações e falsas atitudes: hipocrisia. Sim, somos hipócritas, somos preconceituosos, e não há como mentir.
Os próprios gays, que lutam tanto contra o preconceito, também apresentam preconceito entre si. É a Barbie que não gosta do fashionista, o fashionista que sente horror pelo urso, o urso que não quer ter amigos afeminados, os afeminados que não gostam das pessoas no armário, e sim assim por diante. E isso é visível, explícito, não precisa nem ser mascarado.
Entre, por exemplo, em um site como o Man Hunt. Quantos perfis de “Se você for afeminado caia fora agora!”, “Para sair comigo tem que ser discreto”, “Sem jeito de bichona, por favor” e tantos outros com mensagens semelhantes. Puro gosto pessoal ou um preconceito declarado?



http://revistadom.wordpress.com/2008/11/23/voce-e-preconceituoso/



Afeminado? To fora!
Por Moa Sipriano



""Sou afeminado. Nem curto... Não gosto de afeminado para relacionamento, pois eu não sou. Para amizade... tudo bem... blá... blá... blá...""
Acima estão alguns dos famosos comentários anunciados nas mensagens de sites de encontros. Vemos as mesmas frases pipocarem na tela nas salas de bate papo.
Contarei uma breve historinha real: Era uma tarde de tédio mortal. Eu estava teclando no chat do Terra. Minutos depois que entrei, um sujeito puxou papo. Ao ver o meu nick escalafobético (peludíssimo_sp), foi logo perguntando:
""Você é afeminado?"". Minha resposta: ""Não. Eu não sou."" Percebi que a conversa prometia.
""Puxa, que bom"", ele disse, ""pois eu não curto cara afeminado.""Nossa conversa engatou. Ele era médico e morava em São Paulo. Disse que era bem sucedido, lindão, experiente, bem vivido (é engraçado como todos são perfeitos atrás de um monitor!) e... solitário.
Apresentei meu currículo padrão. Trocamos nossas afinidades triviais (gostávamos de cinema, teatro, caminhadas, cachorros, viagens, leitura, etc).
Após vinte minutos de conversa, houve troca de números de telefones e de fotos por e-mail. Pela foto ele aparentava ser simpático. ""Lindão"" era um pouco demais.Saímos do chat. Conversamos ao telefone. A voz imposta do médico era de derreter corações. Um misto de Francisco Cuoco (voz) com Reinaldo Gianechini (sensibilidade). Fiquei de peepo duro na hora!
Combinamos um encontro no Conjunto Nacional, localizado na av. Paulista em SP, para dali a dois dias. Eu estaria na capital à trabalho e assim uniria o útil ao (des)agradável - você irá entender os motivos mais adiante!
Na data, local e hora combinada eu esperava o possível novo amigo. Ele chegou três minutos atrasado. Estava elegante e muito bem vestido, mas os litros de Azzaro que ele derramou no corpo sufocaram um pouco meus neurônios nos primeiros cinco minutos de conversa. Passeamos pelo local, depois fomos almoçar num restaurante próximo.
Notei que ele se esforçava demais em parecer ""masculino"". Todos os movimentos eram previamente estudados. Todas as palavras que saíam de sua boca eram frases feitas. Bem diferente do sujeito que eu havia teclado dias antes.Percebi que não passaríamos de possíveis amigos, já que não houve de imediato uma química sensual (não confunda com ""desejo de trepar"") pelo menos de minha parte. Nossos mundos eram muito diferentes.
Não haveria equilíbrio, pois ele não estava disposto a mudar um milímetro sequer de sua existência em benefício do nosso possível relacionamento. Eu é que teria que me adaptar ao seu modo de vida.
Na hora do cafezinho o médico entregou o ouro. A maneira que ele colocou o adoçante na xícara, misturou o café com a colherinha e o sorveu logo em seguida, com dedinho em pé e tudo mais era digno de figurar numa cena da Gaiola das Loucas!Logo em seguida, ao chamar o garçom para acertarmos a conta, vi bem na minha frente o bracinho esticado, o dedinho indicador para cima e a voz em falsete tentando chamar a atenção do rapaz. Uma cena triste e hilariante ao mesmo tempo.
Para terminar, nas duas horas em que estivemos juntos, o sujeito perguntou-me 737 mil vezes se eu não era afeminado!!! Pôxa, ele estava ao meu lado. Será que não dava para perceber como eu me comportava?
O seu medo em ""dar bandeira"" era tanto, que bastou pouco tempo para eu perceber o porquê de sua solidão. Não dava para ter uma vida social com ele.Acompanhei meu médico lindão até o seu carro, um Audi prata (esse sim... lindérrimo!). Eu não era o companheiro indicado, pensei. Acredito que ficaríamos eternamente presos em seu suntoso apartamento nos Jardins (palavras dele), vendo filmes em dvd em sua sala de home teatro (também palavras dele) pelo resto de nossas vidas!
> Eu quero mais é viver!

Resumindo a moral da história: muitas vezes ao não aceitarmos nossos próprios limites e defeitos, projetamos nos outros aquilo que repudiamos em nós mesmos. Dizemos não, não e não para as coisas que acreditamos não possuir dentro de nós e crucificamos o próximo, apontando a todo momento os seus defeitos!
Somos preconceituosos e isso é um fato. No íntimo, em algumas situações, invejamos àqueles que vivem sua sexualidade naturalmente e não somos humildes o suficiente para utilizar a experiência e a vivência dessas pessoas em benefício próprio. Temos medo da liberdade!
Ser ""afeminado"" é muito diferente de ser ""afetado"". A primeira opção pode ser uma característica natural e ""normal"" em qualquer ser humano. Conheço homens que são um poço de sensibilidade e carinho e isso não afeta em nada a sua virilidade.
A segunda opção é algo que algumas pessoas criam para si mesmas. Fazem questão de expor ao mundo um certo sensacionalismo próprio, desejando a todo custo chamar a atenção conscientemente, usando muitas vezes o já batido e infeliz estereótipo típico do viado, da bicha louca - tá ai as Pocotós da vida que não me deixam mentir (e o que é pior: faturando horrores!) .
Esses seres acreditam que isso serve como defesa perante a sociedade. Um comportamento do tipo: ""já que sou gay mesmo... deixa eu esculhambar!""Pare e reflita. Para que gastar tanta energia em ficar se policiando, sendo que se você aproveitasse essa mesma energia para coisas mais dignas e úteis em sua vida a satisfação e realização pessoal seriam algo indescritível!
Aprenda a viver plenamente e a ""neurotizar"" menos o seu destino. Delicado, afeminado, troglodita... não importa. Respeite os limites dos outros e mostre a eles o caminho para que respeitem a sua maneira de ser e de viver.
Tudo é muito simples. Basta, novamente, dar o primeiro passo. E isso somente você será capaz de fazer.
Moa Sipriano
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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ao entender que se trata de uma opção, 99% se dão ao direito de discriminar homossexuais.

Estudo revela:
99% dos brasileiros têm preconceito
contra homossexuais
Chega a 99% a fração de brasileiros que manifestaram ter algum grau de preconceito contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, o público LGBT. É o que revela um estudo conduzido pela Fundação Perseu Abramo e pela fundação alemã Rosa Luxemburgo Stiftung, que entrevistaram mais de dois mil adultos nas cinco Regiões do país.
Um dos coordenadores da pesquisa, Gustavo Venturi, esclarece que se feita a pergunta direta “você tem preconceito contra o público LGBT?”, nem todos diriam. Assim, após uma série de questões, a pesquisa conseguiu captar de forma indireta a manifestação do preconceito.
O estudo revela que a homossexualidade é um pecado contra as leis de Deus para quase 60% dos entrevistados. Aproximadamente 50% dos brasileiros disseram ser contra a união entre pessoas do mesmo sexo. E cerca de 30% apontam a homossexualidade como uma doença.
O coordenador Venturi revela uma das razões para os altos índices:
“A sociedade brasileira ainda não encara o preconceito contra o LGBT como algo tão grave como contra outros segmentos da população. Um exemplo disso é o fato de que o PLC 122/2006 [Projeto de Lei], que pretende criminalizar a homofobia, está parado no Senado Federal, enquanto, o crime contra racismo já foi tipificado em lei.
”Venturi ressalta que outro fator que reforça o preconceito está na concepção de preferência sexual:
“Ao entender que se trata de uma opção, de uma escolha, algumas pessoas, ainda que inconscientemente, raciocinam da seguinte forma: ‘Bem, se o fulano ou a fulana decide ser homossexual, isso é um escolha deles, portanto é um problema deles. Eu me dou o direito de criticar essa escolha, ou seja, de puni-los e descriminá-los’.”
Desirèe Luíse
De São Paulo, 10/02/09
Da Radioagência NP

sábado, 14 de fevereiro de 2009

HOMOSSEXUALIDADE E TRANSTORNO MENTAL


Em primeiro lugar vou logo afirmando: eu não acredito em Papai-Noel!

Como levar a sério a comunidade científica e suas pesquisas se eles não conseguem distanciar-se dos seus valores morais e culturais no momento de escolher um método de trabalho?

Diante da minha experiência em comunidades do Orkut, observo o grande número de problemas relatados por homossexuais diante de suas famílias, ambiente de trabalho e nas relações homoafetivas entre grupos diferentes de gays...

Mas parece que ainda estamos longe de um parecer isento, montado a partir de pesquisas consistentes onde os diversos grupos de homossexuais não sejam apenas objeto de estudo, mas sim, parte integrante da formação de um diagnóstico da realidade em que vivemos.


Acredito que pelo motivo de grande parte dos homossexuais ainda se encontrarem “no armário” e pelo pequeno número de grupos organizados e independentes de facções políticas ou governamentais é que ainda vivemos na pré-história de uma sociedade menos homofóbica e livre de preconceitos.

Motivado por tantas dúvidas e pela vontade de dar uma resposta aos leitores desse blog, consegui piorar ainda mais a angústia da minha ignorância.
Conseguindo apenas provar “que nada é divino, nada é maravilhoso” e constatar que precisamos tomar uma atitude!

Infelizmente até se encontram alguns poucos homossexuais preocupados, de forma aparentemente independente, com as questões que nos são pertinentes, mas quando observo a trajetória destes, me decepciono com as suas práticas como militantes. Vejo ativistas muito mais preocupados com o marketing pessoal ou com os seus empreendimentos do que com as questões relacionadas à cidadania e aos direitos humanos.


Pode parecer jargão, mas concluo que o futuro da nossa sociedade está nas mãos dos jovens (de todas as idades) cuja diversidade cultural, classe social e étnica possam nos proporcionar dentro da academia novos olhares e estudos consistentes norteando novos paradigmas capazes de influenciar posturas e atitudes livres do velho preconceito.

E assim, quem sabe um dia não mais se ouvirá a música lindamente cantada pela eterna estrela Elis Regina?

“Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Como os nossos pais”


Ao pesquisar na web o tema HOMOSSEXUALIDADE E TRANSTORNO MENTAL descobri estes dois exemplos que transcrevo aqui.


Infelizmente a postagem que tinha o objetivo de esclarecer sobre um tema tão importante, desviou-se para a constatação das contradições das fontes de pesquisas e para carência de pesquisadores sérios...

Marcel_Duchamp


Os gays, negros e lésbicas têm menos desordens mentais que os brancos, diz um estudo da Universidade de Columbia - Escola Mailman de Saúde Pública


Fonte: traduzido de http://www.mailmanschool.org/news/display.asp?ID=572





Segundo um estudo conduzido na Universidade de Columbia - Escola Mailman de Saúde Pública entre lésbica, populações gays, bissexuais, negros e latinos não têm mais desordens mentais que a população branca. Baseado na teoria que o stress relacionado ao preconceito aumentaria o risco de desordens mentais, os pesquisadores tipicamente esperavam que as lésbicas, os negros, os gays e os bissexuais que enfrentam o preconceito relacionado tanto ao racismo como a homofobia teriam mais desordens do que a população branca. Ao contrário desta expectativa, contudo, o estudo da Escola Mailman de Saúde Pública descobriu que as lésbicas, os negros, os gays e os bissexuais tinham significativamente menos desordens do que indivíduos brancos e que os latinos tinham uma prevalência de desordens semelhantes a dos brancos. As descobertas foras publicadas no Jornal Americano de Saúde Pública, de novembro de 2007. “Estas descobertas sugerem que as lésbicas, os negros, os gays e os bissexuais tenham modos eficazes de enfrentar o preconceito relacionado ao racismo e a homofobia” observou Ilan H. Meyer, PhD, professor associado de Ciências Médicas e sociais e clínicas na Escola Mailman de Saúde Pública e investigador principal do estudo.

O estudo de 388, entre brancos, negros e latinos residentes em Nova Iorque com idade entre 18 e 59 que se identificaram como lésbica, gay ou bissexual é o primeiro baseado nessa população e, também, a examinar a prevalência de desordens mentais entre negros, latinos, brancos, lésbicas, gays e bissexuais. Por outro lado, sobre desordens mentais, mais gays negros e latinos, as lésbicas e os bissexuais do que brancos informaram uma história de sérias tentativas de suicídio. “Como estas tentativas de suicídio ocorreram em uma primeira idade, tipicamente durante a adolescência, podemos refletir que elas coincidiram com um período que esteve relacionadas à desaprovação social sobre as identidades lésbica, gay e bissexual,” disse o Dr. Meyer.

As descobertas foram compatíveis com a noção que estes problemas podem ser mais graves entre lésbicas, gays, jovens bissexuais, latinos e outras comunidades de cor. “A ausência da prevalência mais alta de desordens de humor nesta população, estas descobertas criam um desafio aos profissionais de saúde mentais” disse Dr. Meyer. “Se isto for de fato o caso, os profissionais de saúde pública devem encaminhar os esforços de prevenção para reduzirem o risco de suicídio entre a lésbica, os gays e bissexuais nestas comunidades”, disse Dr. Meyer. O estudo também encontrou que, de todos os grupos étnicos, a menor faixa etária de lésbicas, gays e bissexuais (aqueles em grupos de idade 18 – 29 e 30 – 44 comparando com 45 – 59 anos) tinha a prevalência mais baixa de quase todas as categorias de desordens mentais, e a diferença foi por meio de estatística significante para desordens de humor. A faixa etária mais jovem também tinha menor quantidade de tentativas de suicídio do que os grupos que estavam em faixa etária de maior idade (mas isto foi por meio de estatística significante só para a variação mediana). “A descoberta quanto à faixa etária de menor idade de lésbicas, gays e bissexuais é compatível com teorias de stress social que predisseram que a liberalização de atitudes sociais em direção ao homossexualismo durante as poucas décadas passadas pode levar a um declínio em stress e relacionando isso às desordens mentais e suicídio entre lésbicas, gays e indivíduos bissexuais”, disse Dr. Meyer. Em outras descobertas, o estudo informou que a identidade bissexual esteve relacionada à prevalência mais alta de desordens de uso de substância, mas não de inquietude ou desordens de humor e ele confirmou a observação prévia que entre populações gays, os homens e as mulheres não se diferenciam substancialmente na prevalência de desordem.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional da Saúde Mental dos Estados Unidos da América.

Sobre a Escola Mailman de Saúde Pública:

A única escola reconhecida para a Saúde Pública em Nova Iorque e está entre as primeiras dos EUA, a Escola Mailman de Saúde Pública da Universidade de Columbia fornece instrução e oportunidades de pesquisa a mais de 950 estudantes de graduação, mestrado e doutorado. Os seus estudantes e mais de 300 cursos multidisciplinares estão engajados em pesquisas e serviços na cidade, nação, e ao redor do mundo, e se concentram enas áreas de bioestatística, ciências de saúde ambientais, epidemiologia, política de saúde e gestão, população e saúde de família, e ciências médicas e sociais. www.mailman.hs.columbia.edu




Pesquisa investiga qualidade de vida de homossexuais

Raqueldo Carmo Santos




Pesquisa inédita desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) investigou as dimensões de saúde mental, a qualidade de vida, a religiosidade e a identidade psicossocial no homossexualismo. Em dissertação de mestrado orientada pelo professor Paulo Dalgalarrondo, a psicóloga Daniela Barbetta Ghorayeb encontrou diferenças expressivas entre as experiências da homossexualidade de homens e mulheres.

Estudo inaugura linha de pesquisa



No grupo pesquisado do gênero feminino, por exemplo, a orientação sexual é tratada de forma mais reservada, não havendo a necessidade de declarar abertamente a orientação. “Essas mulheres acreditam que se trata, apenas, de uma faceta a mais da identidade. Ademais, possuem relacionamentos mais estáveis com suas parceiras”, afirma a psicóloga. Já os homens que foram objeto de estudo estão dispostos a viver as relações afetivas de modo mais transparente no meio social ao qual pertencem.
Segundo Daniela, uma das justificativas para tais diferenças seria a própria herança cultural que carrega cada gênero. Para a psicóloga, em última análise, a sexualidade feminina foi marcada, historicamente, pela privacidade. Já a sexualidade masculina, prossegue a pesquisadora, sempre carregou um caráter de visibilidade.
O estudo contemplou pesquisa de campo, por meio de entrevistas individuais, visitas a boates e festas privadas, além da participação em manifestações de movimentos sociais. A pesquisa foi comparativa e, para isso, a psicóloga entrevistou 60 indivíduos homossexuais e 60 heterossexuais, pareados a partir da faixa etária, gênero e escolaridade.
O método escolhido para o recrutamento dos sujeitos foi o chamado “bola de neve”, ou seja, um indivíduo indicava outro para ser entrevistado, o que atribuiu maior confiabilidade e credibilidade aos dados.
Outro aspecto nos resultados que chamou a atenção da pesquisadora foi a similaridade entre os índices de qualidade de vida dos dois grupos – os indivíduos estudados estão inseridos socialmente e não isolados em grupos fechados, como se imagina. “Com isso, é importante uma reflexão mais profunda sobre as construções e preconceitos presentes no imaginário social”, acredita Daniela, referindo-se aos estereótipos que reforçam uma outra realidade.
Uma questão a ser considerada refere-se às características do grupo. Os voluntários têm, em média, 30 anos, possuem nível de escolaridade superior e todos pertencem à classe média. Por isso, segundo Daniela, as conclusões podem ter referência, apenas, a partir do perfil selecionado.
O estudo constatou ainda maior prevalência de transtornos mentais no grupo de orientação homossexual em comparação com o grupo de heterossexuais, com destaque para o transtorno depressivo e risco de suicídio. Estes resultados confirmam pesquisas recentes realizadas na Inglaterra e Estados Unidos, que sugerem o impacto do preconceito e da discriminação sobre a saúde mental.
O trabalho realizado por Daniela inaugura uma linha de pesquisa no Laboratório de Saúde Mental e Cultura do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria. Os estudos deverão investigar a homossexualidade também na terceira idade e na adolescência.
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domingo, 18 de janeiro de 2009

Vote a Favor da Criminalização da Homofobia




Desde 1995, o Grupo Arco-íris de Cidadania LGBT defende, com a Parada do Orgulho LGBT-Rio e demais atividades direcionadas à população LGBT, a temática da igualdade de direitos, que inclui a liberdade de ser quem você é.



Este ano, o Grupo Arco-Íris pretende com a Campanha Não Homofobia! acentuar a luta pela aprovação do Projeto de Lei 122/06, Criminalização da Homofobia, que tramita no Senado, e abrir um espaço, em parceria com Grupos LGBT, outras organizações sociais, entidades e a sociedade civil, para a disseminação e sensibilização a este tema nacionalmente. Acesse o site para saber mais.



Seu voto é essencial:
http://www.naohomofobia.com.br/