sábado, 31 de janeiro de 2009

Mãos de Desejo


Mãos embriagadas de desejo
Procuram as portas do prazer
Para escancará-las à luz
Que brilha na aurora do leito,


Quando os amantes acordam
Com olhos cheios de estrelas
Fixados no céu azul.
Sobre a relva, entre eucaliptos,


As mãos parecem cântaros
Saciando a sede dos corpos,
Ávidos de água bendita
Que lhes brota nas bocas

Quando na relva se unem.
E embolando os sentidos,
Fundem-se em peça única
Com a seiva que gera a vida,


Vinda de cimbalístico orgasmo
Vibrando mais que campanários,
Lançam no ar os milhões de notas
Que compõem a ária do amor


Que só as almas podem cantar
Em momento tão sublime,
Os versos nascidos instantâneos
Durante o ato de amar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário