O Papa Bento XVI bateu de frente com os homossexuais com um discurso de final de ano no qual apresentou a confusão dos sexos como uma ameaça tão grave para a sobrevivência da humanidade quanto as mudanças climáticas.
O novo ataque do Papa contra o que apresenta como negação da sacrossanta "lei natural" motivou vivas críticas entre as associações e personalidades homossexuais, tanto na Itália como no exterior.
Acontece justamente após a recusa do Vaticano de se associar à petição pela descriminalização universal da homossexualidade lançada no dia 18 de dezembro por 66 países na ONU.
Foi através de uma crítica à teoria de "gênero" (gender em inglês) que Bento XVI abordou o assunto na segunda-feira durante um encontro com cardinais e prelados reunidos no Vaticano para ouvir o tradicional discurso de final de ano.
Esta teoria, nascida nos Estados Unidos nos anos 1970, hoje defendida na Europa por associações Homossexuais e algumas correntes feministas, estabelece uma distinção entre o pertencer biológico a tal ou qual sexo e a identidade real da pessoa.
Vem sendo denunciada de longa data por bispos americanos e comissões especializadas do Vaticano, mas é a primeira vez que Bento XVI fala dela Explicitamente.
"A ordem da criação" está questionada pelo "que se designa comumente com o termo +gênero+", lamentou.
Acrescentou que a Igreja católica tem por tarefa lembrar a "lei natural" estabelecida por Deus para "proteger o homem de sua própria destruição", assim como defende "a terra, a água e o ar" das ameaças ecológicas.
"Se as florestas tropicais merecem nossa proteção, o homem (...) não a merece menos", resumiu, aproveitando para, mais uma vez, louvar o casamento, como o "liame de toda a vida entre um homem e uma mulher".
ainda bem que sou ateu!
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