
Quando iniciei, a nível experimental, a difícil tarefa de publicar artigos recentes e atualizados sobre o progresso da Psiquiatria, deparei-me com um enorme universo de temas solicitando ser explorados. Já há material vasto e abundante na internet sobre Psicopatologia, Psicofarmacologia, Epidemiologia e sobre a História da Psiquiatria. O resultado de meus esforços culminou em uma cansativa mudança de temas, os quais deveriam nortear este website de modo variegado, pois era esta a idéia inicial.
Terminei por findar a coleta de links, interrompi, parcialmente, o curso de continuidade do artigo Uma Breve História da Psiquiatria (o qual, para minha surpresa, tem sido muito acessado, copiado e até mesmo publicado em alguns periódicos – surpreende-me pelo fato de ser demasiado simples), e literalmente desisti de transformar o site Dr Adnet.com em um site exclusivamente sobre Psicofarmacologia, um território no qual me movo com indisfarçável empolgação (sempre fui um apaixonado por Farmacologia, desde os tempos da Faculdade de Medicina).
Após ter publicado o artigo "Homossexualidade é Doença?" passei a receber e-mails de todo lado, grande parte deles procurando me incitar a dar continuidade ao tema. Porém, o que mais me chamou a atenção foi a ausência de um conteúdo afetivo objetivo nas mensagens com teores de crítica e de protesto. Em outras palavras, surpreende-me como a questão da homossexualidade tem sido tratada, como se fosse apenas algo como "um tema a ser votado", e não, como na realidade o é, algo tão profundo e incômodo para tantos, e que muitos anseiam por melhor conhecer, e mais ainda, por saber lidar.
Não se trata aqui de qualquer mera opinião pessoal, mas o fato é que a questão da homossexualidade está histórica e indissociavelmente atrelada à problemática do sofrimento humano.
Minha experiência com a homossexualidade não deriva apenas de minha prática clínica, primeiramente, mas em grande parte do contato pessoal (e não sexual, diga-se) com cinco familiares meus que muito têm sofrido em razão deste que é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes temas dos nossos dias. E esta importância também deriva da gigantesca e impressionante prevalência desta condição de preferência sexual em nossos dias.
Não é meu objetivo aqui, neste artigo, tratar da gênese do problema, mas sim focar minha atenção sobre as consequências desta estranha manifestação da sexualidade humana, sobretudo no aspecto do sofrimento que experimentam tantas e tantas pessoas vítimas deste feroz desejo, dessa incessante busca, desse cansativo e exaustivo modo de existir.
Grave nesta questão são os posicionamentos artificiais diante deste assunto, ou seja, não faltam aqueles que, sem entenderem a questão da homossexualidade, fixam-se a modelos explicativos artificiais e pueris e assumem ares de autoridade quando se aventuram a asseverar, de modo errado, sobre algo que não somente mal conhecem, bem como com ele não sabem lidar de modo correto. Opinadores há muitos, conhecedores muito poucos. Bem poucos!
O ser humano naturalmente busca tanto a satisfação sexual como o preenchimento afetivo. E no território da homossexualidade, tanto a busca pela satisfação sexual como a busca por um preenchimento afetivo se revestem de características peculiares e sobremodo problemáticas sob o aspecto da saúde mental. E a despeito das asseverações de muitos entusiastas do homossexualismo, os diversos problemas atrelados à condição homossexual permanecem.
Vou ilustrar esta abordagem citando apenas um dentre os casos de homossexualidade presentes em minha própria família, como acima já mencionei. E o leitor afeito ao tema poderá verificar a repetição deste padrão de sofrimento em meio ao universo de indivíduos homossexuais. Poderá verificar apenas se desejar, e verificará se for um observador honesto, e não meramente um crítico gratuito e tendencioso de artigos sobre a homossexualidade e sobre o homossexualismo.
O membro de minha família, no caso específico em questão, é um indivíduo do sexo masculino, de bom nível social e econômico, portador de inteligência acima da média e com nível de educação superior.
Após passar por longos períodos de busca pelo que aqui chamarei de "solução para o seu dilema", na realidade encontra-se, até hoje, vivenciando conflitos internos com importante grau de sofrimento psíquico e afetivo.
Muito tempo após ter se dado conta da inutilidade e da futilidade de uma busca desordenada por satisfação sexual (e também afetiva), o mesmo optou por buscar um relacionamento sexual e afetivo com algum grau de estabilidade.
Sua decisão refletiu-se, de modo importante, na cessação parcial da troca frequente de parceiros, porém culminou com uma relação afetiva e sexual com outro indivíduo, o qual se auto-intitula de heterossexual. Percebe-se na relação de ambos componentes de afeto e de carinho evidentes, todavia o resumo final da relação é visivelmente patológico.
Segundo seu relato, em certa ocasião ambos se encontravam em uma festa em um clube social onde havia como chamativo a presença de um DJ vindo não me lembro de onde. Ambos se reencontraram na referida festa um dia após terem passado o dia e a noite anterior juntos.
Tanto um como o outro possuem uma considerável rede de conhecimentos sociais, o que os levou a percorrer a festa cumprimentando e conversando com diversas pessoas, individualmente, e em separado.
Após várias horas de vai e vem, e de drinks aqui e acolá, o parente em questão visualizou seu "amigo" em apertos e carícias com uma mulher. Incomodado com a situação, chamou seu amigo e lhe fez ver a sua insatisfação diante daquela desconfortável situação. Segundo o relato, a resposta de seu amigo foi mais ou menos a seguinte:
"Eu gosto de você, mas também gosto de mulheres. Você entende, não?"
Tendo-se afastado, triste e incomodado, o membro de minha família se recolheu a um canto da festa e passou a observar o comportamento público do "novo casal". Ainda segundo o relato, o parente pôde notar a insistência da mulher em convidá-lo para sair da festa e ir "ficar com seu amigo" em um lugar mais apropriado para o óbvio evento que se daria a seguir. Retirou-se o parente da festa, dirigiu-se à sua casa e passou dois dias experimentando uma mescla de sentimentos de rejeição, angústia, ansiedade, depressão e desprezo. Prostrou só e experimentando um profundo sentimento de solidão. Com voz embargada, me procurou, conversamos, porém nada pôde impedir seu pranto e não pôde ser grande o alívio ao seu sofrimento.
Poucos dias depois, fui procurado por um paciente com um relato semelhante, e as marcantes características presentes em ambos eram precisamente o sofrimento de uma solidão não resolvida e a desorientação de ambos frente a uma situação destas. Simplesmente não sabiam como lidar com aquilo.
De modo prudente, indaguei de ambos o porquê de não se relacionarem com outros indivíduos com inclinação sexual semelhante, ou seja, homossexual e não heterossexual. E a resposta de ambos também coincidiu. Disseram (em palavras mais simples) reconhecer em si próprios todas as características masculinas próprias de um ser humano com genótipo XY, e que simplesmente não lhes agradavam as características afeminadas presentes em determinados indivíduos com tendências homossexuais, e consequentemente, buscavam relacionamentos com homens heterossexuais. E ambos alegavam serem eles próprios "buscados" por heterossexuais de seu convívio.
A vida sexual e afetiva de ambos era, e é, uma autêntica confusão, ora sendo abraçados e acariciados por seus "amigos heterossexuais", ora vendo-se literalmente descartados por seus parceiros quando estes se entusiasmam por esta ou por aquela mulher. E a desastrosa consequência de uma situação assim não poderia levar a outra coisa senão a um terrível sofrimento pessoal e muito íntimo.
E quando indaguei a ambos sobre uma possível relação com indivíduos portadores da "mesma atração", não lhes estava propondo nenhuma solução ou sequer uma alternativa de comportamento e de conduta para ambos, mas estava realmente desejando saber o que se lhes passava não só pela mente, mas também pelo coração. E o objetivo disto era ajudá-los. Todavia, ambos se mostram irredutíveis em não aceitar se relacionar com outros parceiros que possuam características homossexuais visíveis aos olhos mais leigos. Preferem os heterossexuais, alguns dos quais lhes parecem passar a imagem e o comportamento de um amante ideal, ainda que tal imagem e comportamento não passem de uma farsa psicológica, intencional ou não.
Pessoalmente, já havia avaliado inúmeras situações semelhantes no território em questão, e em não poucas vezes o que vi nada tinha a ver com "opção" e muito menos com "alternativa", mas sim grosseiras camuflagens de prostituição masculina. E embora não esteja aqui generalizando esta situação, sua presença no dia a dia da vida de muitos que possuem características de homossexualidade simplesmente não pode ser negada. Está tudo debaixo do sol.
Nasci e fui criado na zona sul do Rio de Janeiro, e tive a oportunidade de conhecer diversos "casais" homossexuais, antes e depois de me tornar um profissional da Psiquiatria. Aqui a palavra casal está entre parêntesis porque casal refere-se a casamento (do grego nunphom = núpcias, e casamento) que por sua vez, implica, obrigatoriamente, na presença de noivo (do grego chatan = noivo) e da noiva (do grego nunphe = noiva). Logo, casal e casamento referem-se a nunphom, chatan e nunphe, núpcias, noivo e noiva, respectivamente. Etimologicamente, filho deriva do vocábulo grego hyios = filho, o resultado de um nunphom = núpcias.
Conheci diversos destes "casais", e honestamente digo que nunca jamais conheci um que fosse feliz. Nem um único sequer. Muitos deles vivem fantasias projetadas a ponto de chamarem-se a si próprios e a ambos de "meu homem", o que por si só já inviabiliza a caracterização de uma situação destas como sendo um casal (chatan + nunphe).
Historicamente, sempre foram os afetos e os sentimentos de amor e de ternura que permearam os casais autênticos (chatan + nunphe), além das características próprias da união heterossexual perpetuada pelo casamento, ou seja, a lealdade, o companheirismo e as percepções dos instintos naturais de paternidade e de maternidade do casal. Aliás, para a maioria das pessoas, casar-se se encontra diretamente vinculado a ter filhos.
Os indivíduos com tendências de homossexualidade possuem estes mesmos instintos naturalmente presentes em suas personalidades, todavia, sabem que não há a mínima possibilidade de vivenciarem plenamente o que seja uma união matrimonial autêntica nos moldes históricos. E por esta razão, o que lhes resta é uma projeção fantasiosa de uma pseudo-aplicabilidade do termo casamento às suas situações, a meu ver muito mais como uma desesperada busca pelo preenchimento afetivo do que uma referência irônica ou escarnecedora para com o casamento autêntico (nunphom).
A expressão "à espera do meu príncipe encantado", frequentemente ouvida no território homossexual reflete bem a consciência que muitos possuem sobre ser o "casamento gay" algo como um conto de fadas. Algo que não existe na prática, mas que assume características de um valor desejado na teoria, mas impossível de ser vivenciado na prática. É algo literalmente fantástico (ou fantasioso). A simbologia mítica da expressão "à espera do meu príncipe encantado" é uma como que confissão inconsciente de um triste estado de solidão sem solução, muitas das vezes agravado pela preocupação com um futuro e com uma velhice desprovida da estrutura familiar tradicional e natural. Príncipes encantados são figuras mitológicas e irreais.
Minha posição não é, de modo nenhum, hostil para com pessoas que desta maneira sofrem, e embora não seja algo fácil para muitos admitirem, a solidão dos homossexuais é um tema impossível de passar despercebido. E embora a solidão não seja, de modo nenhum, uma condição exclusiva de homossexuais, para estes últimos a constituição de uma família é, sem dúvida, algo muito mais problemático e complexo do que para pessoas estritamente heterossexuais. E isto porque para os heterossexuais a possibilidade de uma união matrimonial é algo real, enquanto para os homossexuais é uma ilusão. E estou bem certo de que qualquer aprovação legal de "casamentos gays" em nada poderá modificar esta realidade, talvez simplesmente a tornará mais evidente, pois com a aprovação de tais leis, mais e mais casos virão à tona, evidenciando-se assim, e ainda mais, a solidão e outros sofrimentos experimentados por muitos indivíduos com inclinações de homossexualidade.
Quando em um de seus programas de entrevistas, Jô Soares entrevistou o Bispo Crivella, abordando a questão da homossexualidade, nestas palavras se expressou o entrevistador:
"Você fala como se fosse uma opção, como se a pessoa de repente dissesse, o que que eu vou ser? Eu acho que eu vou ser homossexual, tou gostando desse negócio aí. É bom porque eu vou sofrer muito, vou ser um pária na sociedade, dizem que não há preconceito, mas há, é o que eu quero! Sou masoquista, quero sofrer mesmo!" (YouTube - Jô Soares finge que entrevista Crivella e faz discurso gay)
Existe esperança e solução para este dilema? Sim, existe! Porém não no mundo da fantasia a que tantos homossexuais têm recorrido buscando o alívio para seus sofrimentos. A opção sexual é um direito legal do ser humano, e também o são a opção pela felicidade ou a opção pelo sofrimento.
Dr Adnet
Para referência
Para referência de citação de fonte: Dr Adnet - Homossexualismo, Homossexualidade e Solidão/ Em: www.dradnet.com/
CARACAS!
ResponderExcluirpow meu irmão, as matérias são incríveis...
pena que não são de sua autoria!
mas mesmo assim está valendo!
VIREI FÃ!