
É engraçado ver nós brasileiros nos ofendendo quando os meios de comunicação internacionais ressaltam as nossas características com o adjetivo de “exóticas”.
O que há de exótico no nosso povo e na nossa cultura não é a nossa fauna e flora, também não é a mistura das várias etnias marcadamente exposta através do colorido das nossas manifestações culturais. Vejo como exótico os hábitos adquiridos através da repetição de valores que a mídia martela sobre as nossas cabeças e que assumimos como “paixão nacional”.
Além dos exemplos clássicos do futebol e do samba, podemos ainda citar a rivalidade xenofóbica entre brasileiros e argentinos, a “Lei de Gérson” que nos desmoraliza como o povo que gosta de tirar vantagem em tudo, o “pais das bundas”, herança racista que exalta a anatomia do corpo da mulher negra e por último a sub-literatura dos folhetins dramáticos e românticos traduzidos para linguagem televisiva chamada de novela que entra em nossas casas todas as noites como meio subliminar de ressaltar tendências de moda, posturas políticas, hábitos importados nem sempre bem traduzidos para a realidade da maioria da nossa população.
Pois bem, estamos mais uma vez na virada de mais um ciclo de uma destas paixões.
Em breve esqueceremos o drama de Donatela e as maldades de Flora em a “FAVORITA”, para adentrar no “mundo exótico” dos nossos irmãos indianos.
Essa receita de sucesso, já há muito tempo usada pelos autores de novelas tem se repetido em tramas onde são mostradas superficialmente as belas fotografias de países que influenciaram de alguma forma a grande geléia geral brasileira.
De forma semelhante de como é feito conosco, o atraso dos povos ditos como exóticos é confrontado com a modernidade do mundo acidental, sempre com um toque de tragédia romântica e um humor ridicularizante expressado através de muita festa e da exposição do corpo da mulher como clichê da sensualidade de toda nação.
A moral machista ocidental, mesmo que disfarçada de moderna é a grande norteadora destes folhetins televisivos!
Sabemos das tentativas de agradar aqueles que erradamente são chamados de minorias através do numero cada vez maior de atores negros, dos casais homossexuais e do destorcido discursos feministas incluídos nos roteiros das nossas novelas.
Contudo, ainda estamos longe de ver a realidade ocupando o seu espaço na devida proporção que lhe cabe.
Quero crer num mundo globalizado como uma via de mão dupla onde nós brasileiros possamos ver não só a relação de poder que o homem oriental exerce sobre suas sociedades, mas que também nos mostre o amor inocente que estes homens demonstram publicamente entre si.
Quero ver o homem ocidental assistindo com naturalidade o beijo e o carinho trocado publicamente pelos homens de lá, num processo de revisão de valores culturais.
Estamos diante de uma nova novela que chega falando de um povo cujos homens não se envergonham de chorar em público e que a relação de gênero milenar tem muito mais sutilezas culturais do que a simples relação opressora do poder machista ocidental.
Penso que já passou da hora da verdade protagonizar os enredos das telenovelas desmitificando a visão estereotipada dos povos e suas culturas.
É verdade que ser homossexual na índia ainda é considerado crime, mas é irônico pensar num país perfeito para aqueles que se encontram no “armário”.
Trata-se do país dos armários!
O cidadão possui o direito de optar no campo “sexo” do seu passaporte algo além do que feminino ou masculino, mas vive num país que possui leis moralistas absurdas herdadas da colonização do Império Britânico.
Enfim, a geléia geral indiana mescla traços da moral acidental e das diversas religiões que coabitam o mesmo território. Do Budismo preocupado com a essência do ser, de divindades com características transexuais até as superstições que enxergam na homossexualidade o fenômeno do azar.
Enfim, com todo direito de amar e demonstrar esse amor publicamente, pelo sim ou pelo não, os melhores amigos dos homossexuais na Índia ainda são as quatro paredes do seu quarto.
O que há de exótico no nosso povo e na nossa cultura não é a nossa fauna e flora, também não é a mistura das várias etnias marcadamente exposta através do colorido das nossas manifestações culturais. Vejo como exótico os hábitos adquiridos através da repetição de valores que a mídia martela sobre as nossas cabeças e que assumimos como “paixão nacional”.
Além dos exemplos clássicos do futebol e do samba, podemos ainda citar a rivalidade xenofóbica entre brasileiros e argentinos, a “Lei de Gérson” que nos desmoraliza como o povo que gosta de tirar vantagem em tudo, o “pais das bundas”, herança racista que exalta a anatomia do corpo da mulher negra e por último a sub-literatura dos folhetins dramáticos e românticos traduzidos para linguagem televisiva chamada de novela que entra em nossas casas todas as noites como meio subliminar de ressaltar tendências de moda, posturas políticas, hábitos importados nem sempre bem traduzidos para a realidade da maioria da nossa população.
Pois bem, estamos mais uma vez na virada de mais um ciclo de uma destas paixões.
Em breve esqueceremos o drama de Donatela e as maldades de Flora em a “FAVORITA”, para adentrar no “mundo exótico” dos nossos irmãos indianos.
Essa receita de sucesso, já há muito tempo usada pelos autores de novelas tem se repetido em tramas onde são mostradas superficialmente as belas fotografias de países que influenciaram de alguma forma a grande geléia geral brasileira.
De forma semelhante de como é feito conosco, o atraso dos povos ditos como exóticos é confrontado com a modernidade do mundo acidental, sempre com um toque de tragédia romântica e um humor ridicularizante expressado através de muita festa e da exposição do corpo da mulher como clichê da sensualidade de toda nação.
A moral machista ocidental, mesmo que disfarçada de moderna é a grande norteadora destes folhetins televisivos!
Sabemos das tentativas de agradar aqueles que erradamente são chamados de minorias através do numero cada vez maior de atores negros, dos casais homossexuais e do destorcido discursos feministas incluídos nos roteiros das nossas novelas.
Contudo, ainda estamos longe de ver a realidade ocupando o seu espaço na devida proporção que lhe cabe.
Quero crer num mundo globalizado como uma via de mão dupla onde nós brasileiros possamos ver não só a relação de poder que o homem oriental exerce sobre suas sociedades, mas que também nos mostre o amor inocente que estes homens demonstram publicamente entre si.
Quero ver o homem ocidental assistindo com naturalidade o beijo e o carinho trocado publicamente pelos homens de lá, num processo de revisão de valores culturais.
Estamos diante de uma nova novela que chega falando de um povo cujos homens não se envergonham de chorar em público e que a relação de gênero milenar tem muito mais sutilezas culturais do que a simples relação opressora do poder machista ocidental.
Penso que já passou da hora da verdade protagonizar os enredos das telenovelas desmitificando a visão estereotipada dos povos e suas culturas.
É verdade que ser homossexual na índia ainda é considerado crime, mas é irônico pensar num país perfeito para aqueles que se encontram no “armário”.
Trata-se do país dos armários!
O cidadão possui o direito de optar no campo “sexo” do seu passaporte algo além do que feminino ou masculino, mas vive num país que possui leis moralistas absurdas herdadas da colonização do Império Britânico.
Enfim, a geléia geral indiana mescla traços da moral acidental e das diversas religiões que coabitam o mesmo território. Do Budismo preocupado com a essência do ser, de divindades com características transexuais até as superstições que enxergam na homossexualidade o fenômeno do azar.
Enfim, com todo direito de amar e demonstrar esse amor publicamente, pelo sim ou pelo não, os melhores amigos dos homossexuais na Índia ainda são as quatro paredes do seu quarto.
Fontes:
terra
notícias Mundo
“Transexual britânico é reverenciado na Índia”
notícias Mundo
“Transexual britânico é reverenciado na Índia”
terra
notícias Mundo
“Índia gay "sai do armário" em festival inédito”
notícias Mundo
“Índia gay "sai do armário" em festival inédito”
“O Budismo e a homossexualidade”
por Marco Antonio García
“Armário X”
http://www.armariox.com.br/conteudos/religiao/budismoehomo.php
por Marco Antonio García
“Armário X”
http://www.armariox.com.br/conteudos/religiao/budismoehomo.php
“As religiões e o homossexualismo”
(atualmente chamado de homossexualidade)
“Armário X”
http://www.armariox.com.br/conteudos/religioes.php
(atualmente chamado de homossexualidade)
“Armário X”
http://www.armariox.com.br/conteudos/religioes.php
“Georges Azzi - Coordenador de ONG libanesa fala sobre situação dos homossexuais no mundo árabe”
INSTITUTO DE CULTURA ÁRABE,
Fundado em 14 de Outubro de 2004 é uma associação, sem fins lucrativos, que terá duração por tempo indeterminado, sede provisória no município de São Paulo Estado de São Paulo, na Rua Joaquim de Almeida, N. 330, Ap. 61, Cep: 04050-010 e foro em São Paulo .
http://www.icarabe.org/CN02/entrevistas/entr_det.asp?id=28
INSTITUTO DE CULTURA ÁRABE,
Fundado em 14 de Outubro de 2004 é uma associação, sem fins lucrativos, que terá duração por tempo indeterminado, sede provisória no município de São Paulo Estado de São Paulo, na Rua Joaquim de Almeida, N. 330, Ap. 61, Cep: 04050-010 e foro em São Paulo .
http://www.icarabe.org/CN02/entrevistas/entr_det.asp?id=28
"A Lei é Rígida"
Entrevista com Samir El-Hayek tradutor do Alcorão para o português
Alan Rodrigues e Camilo Vannuchi
http://www.pucsp.br/rever/rv2_2002/i_rodvan.htm
Entrevista com Samir El-Hayek tradutor do Alcorão para o português
Alan Rodrigues e Camilo Vannuchi
http://www.pucsp.br/rever/rv2_2002/i_rodvan.htm

Nenhum comentário:
Postar um comentário